Fadiga na Esclerose Múltipla: Estratégias médicas e rotineiras para combater o cansaço extremo
- Dra. Raquel Portugal
Fadiga na Esclerose Múltipla: Estratégias médicas e rotineiras para combater o cansaço extremo
A fadiga afeta até 80% dos pacientes com Esclerose Múltipla e outras condições neuroimunológicas. Diferente do cansaço comum após um dia produtivo, a fadiga neurológica é descrita como uma sensação de exaustão física e mental desproporcional, que surge independentemente do nível de esforço realizado.
Causas centrais e secundárias
A fadiga pode ser primária (decorrente das próprias lesões e alterações no sistema nervoso) ou secundária (causada por distúrbios do sono, dor, espasticidade, depressão ou efeitos colaterais de medicações).
Estratégias de manejo:
- Conservação de energia: Planeje as tarefas do dia priorizando as atividades mais importantes para os horários de maior disposição.
- Higiene do sono: Mantenha horários regulares para dormir e evite telas e estimulantes no período noturno.
- Exercícios físicos supervisionados: Atividades de intensidade moderada, como aeróbico leve e musculação, auxiliam no ganho de resistência física e redução da fadiga.
- Controle da temperatura corporal: O uso de ambientes climatizados e banhos mornos/frios previne o agravamento térmico da fadiga.
- Abordagem farmacológica: O neurologista pode prescrever medicações específicas para auxiliar no alerta e no gerenciamento da fadiga quando as medidas não farmacológicas não forem suficientes.
Converse com sua médica para avaliar e tratar as causas da sua fadiga.